Brasil é modelo de pecuária de corte em projeto do USDA

Confinamento | 5 de março de 2014

A cadeia produtiva da carne no Brasil é a referência para o Programa de Mercados Emergentes (EMP, na sigla em inglês). O projeto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), com apoio de empresas do setor privado, tem como objetivo a expansão das relações comerciais com economias em desenvolvimento. Além disso, busca estudar e assessorar essas regiões para possíveis parcerias na produção de alimentos.

Na América Central e Latina, o programa compreende a Nicarágua, Honduras, Colômbia e Brasil, países cujo foco do EMP está na pecuária bovina de corte. Desde o começo de 2013, acompanhamentos técnicos in loco, que correspondem à fase inicial do programa, vêm sendo realizados. No Brasil, as visitas ocorreram no final de janeiro de 2014 e a diferença em relação aos outros países é que o sistema produtivo brasileiro tem sido usado como um caso de sucesso para os vizinhos tropicais.

As características climáticas e de relevo são similaridades encontradas entre os países, mas, segundo o gerente de produto de corte da CRI Genética Brasil, Daniel Carvalho, o Brasil já pode ser colocado como um mercado consolidado e foi escolhido como um exemplo a ser seguido.

– A partir da experiência brasileira, o USDA procura formas de intercambiar os que nós desenvolvemos e adaptar aos outros do grupo – relatou.

Durante as visitas, o objetivo foi conhecer desde a utilização da genética, passando pelas formas de sistema – a pasto e confinamento, manejos nutricionais e reprodutivos e ambientes de produção, chegando ao frigorífico e culminando nas formas de comércio da carne.

– A intenção foi percorrer o caminho do pasto ao prato mesmo – enfatizou Carvalho.

Os locais visitados no Brasil se dividiram entre o Estado de Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. Na região Centro-Oeste do país, a comitiva conheceu fazendas de genética de nelore e de ciclo completo (cria, recria e engorda), a pasto e em confinamento, focadas no cruzamento industrial com genética CRI, principalmente, na raça angus sobre matriz nelore.

Na capital sul mato-grossense, observaram a planta frigorífica e um confinamento do grupo JBS, a Embrapa e casas de comercialização de carne de todos os tipos: açougues, grandes redes varejistas e até boutiques de carne premium.

No Sul, o cenário permitiu explorar a realidade do angus puro, em criatório promotor de genética e rebanho comercial. Lá, também, a participação de integrantes da Associação Brasileira de Angus possibilitou a apresentação do panorâmico da raça no Brasil, abordando as experiências e os benefícios da utilização, especialmente no cruzamento, para a pecuária contemporânea.

A equipe do EMP, com todos os integrantes dos países visitados, retornará ao Brasil no mês de abril para a conferência que reunirá os pecuaristas, representantes, membros das associações e de empresas envolvidas. O evento será em Campo Grande (MS). A data e a programação ainda não foram divulgadas. (Fonte: Berrante Comunicação)

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