Exportação da Carne Bovina

Negócios | 12 de abril de 2016

Segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), em 2016, deve haver um aumento na exportação de carne bovina. Tem-se falado do cenário favorável à Índia para exportar carnes, porém especialistas garantem não haver disputa nesse caso, já que o país asiático atende a outros mercados. É sempre importante ressaltar também que a Índia não exporta carne de boi e, sim, de búfalo, já que as vacas são consideradas sagradas no país e, portanto, contam com uma proteção legal bem atuante.

Durante 2015 ficou clara a intenção do Brasil em conquistar novos mercados, ampliando suas possibilidades de exportação. É verdade que no mesmo ano houve uma quebra no ritmo de crescimento em relação aos anos anteriores; ainda assim, o interesse em ampliar a importação por parte de países importantes (como EUA, China e Arábia Saudita) revela uma perspectiva interessante para a produção nacional. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), apesar dos preços baixos dos principais commodities, a competência do Brasil para reabrir mercados que já compraram mais do que compram hoje (como Venezuela e Rússia, que registraram respectivamente quedas de -44% e -43%) e a capacitada de atrair novos compradores podem determinar o crescimento da exportação de carne bovina em 2016.

Vantagens sobre os concorrentes

Como já exposto, apesar do crescimento constante da Índia na exportação de carne, este país não é exatamente um concorrente. Os concorrentes diretos para o setor exportador de carne bovina brasileiro são Austrália e Estados Unidos. Em relação a estes dois países, o Brasil mantém uma vantagem importante, já que ambos sofrem com limitações provocadas que travam a produção interna. Com efeito, em 2015 o Brasil superou a Austrália e reconquistou o título de maior exportador de carne, produzindo 1,52 milhão de toneladas contra 1,41 do país da Oceania.

Um panorama mais otimista, portanto, apontará às possibilidades da produção de carne bovina brasileira conquistar novos mercados a atrair novamente o interesse de importadores que já foram clientes mais ativos; já um quadro pessimista ressaltará a queda de importação por parte de outros compradores. A realidade, contudo, alcança uma perspectiva interessante que, para vigorar, depende da clareza em enxergar uma conjuntura ampla.

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