Famasul: preços do boi gordo no MS recuam na entressafra

Confinamento | 21 de junho de 2012

Pressionados pela maior oferta de animais para abate decorrente da virada do chamado ciclo da pecuária, os preços do boi gordo devem consolidar a expectativa e se estabilizar em patamares menos elevados mesmo durante a entressafra, entre maio e agosto. E a maior oferta de animais será ainda mais estimulada pelo clima favorável. Ainda que as chuvas atípicas entre maio e junho em importantes regiões produtoras de gado de Mato Grosso do Sul e Goiás não derrubem as cotações, elas têm tudo para limitar o potencial de alta da matéria-prima característico da segunda metade do ano.

Nos primeiros cinco meses e meio deste ano, o preço médio do boi gordo em Campo Grande (MS) no mercado físico acumula queda de 6,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo a economista da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Mato Grosso do Sul (Famasul) Adriana Mascarenhas, e assessora da Comissão de Bovinocultura de Corte da entidade, as melhores condições de pastagem fizeram com que os animais ganhassem peso rapidamente.  A especialista acredita, ainda, que a maior oferta deve seguir pressionando os preços em Mato Grosso do Sul, ao menos até o início de julho. Entre janeiro e maio deste ano, os abates cresceram 18%, para 1,5 milhões de cabeças, segundo dados da Famasul. Apenas em maio, mês em que a entressafra tem início, o salto foi de 24%, para 355,4 mil animais.

Segundo Douglas Coelho, analista da Scot Consultoria, a maior oferta de animais para abate em Mato Grosso do Sul também influencia as cotações no mercado paulista, onde os sinais da entressafra tenderiam a se materializar de maneira mais concreta.

Entre os meses de janeiro e junho, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o preço médio do boi gordo em São Paulo registra queda de 7,2% na comparação com o mesmo intervalo do ano passado. E é justamente por causa da relação entre Mato Grosso do Sul e São Paulo que a economista da Famasul acredita numa recuperação dos preços a partir de julho, ainda que em patamares inferiores do ano passado.

Apesar disso, Coelho pondera que a entrada dos animais de confinamento pode limitar esse efeito. Nesse contexto, o analista da Scot acredita apenas numa valorização “comedida” do boi gordo. “Junto com os animais de confinamento, a maior oferta de animais por conta da mudança de ciclo deve amenizar a alta do boi no fim da entressafra”, resume.

 

Fonte: BeefPoint

Revisada e alterada por Ass. Imprensa Real H

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