Um pouco de História: a pasterização

Girolando | 31 de janeiro de 2014

pasteurizaçãoOs hábitos alimentares fazem a história dos povos pelo mundo. A evolução pode ser observada ao longo de milhares de anos, sendo que práticas têm servido de referência de tempo, ao indicarem diferentes formas de aproveitamento da proteína de origem animal. É o caso do homem primitivo, que, ao domesticar animais, garantiu não só o fornecimento de carne e couro obtidos, antes, com a caça, como também descobriu que poderia aproveitar o leite de outras espécies na própria alimentação.

A partir daí, o leite passou a ganhar um papel de destaque com suas qualidades nutricionais conferidas de acordo comos recursos disponíveis na produção. Na idade média, por exemplo, o leite já era considerado um importante alimento, cujas sobras eram transformadas em queijo ou manteiga, como recursos de conservação.

Na forma fluida, o consumo tinha que ser imediato, praticamente ao pé da vaca ou das ovelhas, que os pastores ordenhavam nas ruas, diante dos consumidores. Não havia outra saída para assegurar a qualidade.

Mas o aumento da demanda por leite e o descobrimento dos rebanhos fizeram com que, em meados do século dezenove, surgisse um novo recurso para conservar o leite, entre outros alimentos, a pasteurização. Criada pelo médico francês Luis Pasteur (foto), foi considerada a primeira vitória da ciência contra a ação de microorganismos patógenos. Com a técnica, passava-se, então, a assegurar as propriedades nutricionais e digestivas do leite por mais tempo, sem colocar em risco a saúde humana.

A importância de tal benefício foi ainda aprimorada no início do século passado, com a revolução industrial, quando ganhou impulso a refrigeração comercial e doméstica. A partir de então, a massificação da produção de leite e derivados disparou, passando a apresentar constantes variações em torno da mesma matéria-prima, ao modernizar a produção, a oferta e a conservação dos produtos lácteos. Hoje, o ato de tomar um copo de leite, quente ou frio, a qualquer hora, passou a ser um hábito corriqueiro e definitivo, dotado de toda a segurança que exige um alimento, cujos consumidores conhecem suas qualidades antes mesmo de aprenderem a falar. (Fonte: Centro de Inteligência do Leite)

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