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Controle de moscas sem prejuízos ao rebanho e ao meio ambiente
O produtor enfrenta grande pressão por parte do mercado em aumentar, não somente a qualidade da sua produção, mas também a produtividade do rebanho, a fim de compensar os custos de produção, almejando a sustentabilidade financeira da sua propriedade. Atualmente, diversos são os desafios encontrados pelo homem do campo, e a presença da infestação por moscas no rebanho pode trazer prejuízos para a qualidade e produtividade da pecuária.
O Brasil é um país de clima tropical e subtropical úmido, que apresenta ambiente extremamente favorável ao aparecimento de doenças parasitárias causadas por endoparasitas e ectoparasitas, apresentando altas taxas de mortalidade. Dentre os principais ectoparasitas que causam prejuízos à pecuária estão as Moscas-do-chifre (haematobia irritans) e as Moscas-dos-estábulos (Stomoxys calcitrans), infestando bovinos, bubalinos, pequenos ruminantes, equídeos e animais silvestres. O prejuízo econômico causado por estes parasitas deve-se ao fato destes se alimentarem de sangue, causando grande incômodo, e podendo transmitir doenças, o que resulta na diminuição do desempenho dos animais.
O animal sob infestação de moscas fica com organismo exposto aos prejuízos causados pelo estresse, pois frequentemente presenciamos animais se debatendo por longos períodos com a intenção de se livrar das moscas e deixando de se alimentar e ingerir água, o que resultará na diminuição do ganho de peso dos animais de aptidão para o corte, ou queda da produção leiteira nos bovinos de aptidão leiteira.
De acordo com a Secretaria de Agricultura e abastecimento, locais com elevado potencial para formação de surto de Mosca-dos-estábulos são caracterizados por armazenamento de grande quantidade de matéria orgânica vegetal, tais como palhada de cana-de-açúcar umedecida com vinhaça, bordas de empoçamento, pátio de torta de filtro, acúmulo de cama de frango, restos alimentares e dejetos acumulados em confinamentos (corte ou leite), acúmulo de resíduos ou subprodutos de origem orgânica. Para evitar e prevenir surtos sugere-se, entre outras ações: - A identificação das causas do surto;
- Implantar medidas necessárias para controle e prevenção de novos surtos;
- Não permitir o acúmulo de resíduos orgânicos;
- Manejar adequadamente o sistema de “Compost Barn” e similares nas leiterias;
- Evitar o acúmulo de umidade próximos a locais de armazenamento de resíduos e dejetos;
- Proceder com o manejo adequado do esterco de galinhas poedeiras.


