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Pecuária Forte no Pantanal Tech 2026
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No Pantanal Tech 2026, Real H e CMR mostram como inovação e sustentabilidade caminham em perfeita sintonia. Os campos abertos dão lugar aos morros verdes e paredões avermelhados da Serra de Maracaju, na região da Estrada-Parque de Piraputanga, um daqueles lugares onde a vontade de chegar ao destino perde espaço para a vontade de continuar viajando. As curvas acompanham o relevo, a vegetação se aproxima da pista e a serra parece cambalear rente a quem passa por ali. Quem vai pela Estrada-parque não precisa passar por Aquidauana para chegar no campus da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS). Cercado pela vegetação nativa e tendo a Serra de Maracaju como pano de fundo, o campus parece ter encontrado o lugar ideal para produzir conhecimento sobre o Pantanal.
Marcelo Renck Real, Diretor Comercial do Grupo Real, recebe moção em homenagem ao seu pai, o Prof. Dr. Claudio Martins Real.[/caption] Dentre os nomes, Luciano Leite de Barros. Filho do inesquecível Abílio Leite de Barros, faz parte de uma das famílias mais tradicionais da história pantaneira. Sua trajetória como pantaneiro raiz e criador de cavalo pantaneiro merece aplausos e respeito, tanto que escrevi para Luciano a canção "Camarinho Pantaneiro". Outra merecida homenagem foi para o do Professor Doutor Claudio Martins Real. Para muitos, um pesquisador visionário. Para nós, do Grupo Real, um nome que faz parte da nossa história e da própria Real H. Fundador da empresa e precursor da homeopatia populacional, dedicou sua vida à pesquisa e ajudou a construir uma tecnologia que hoje está presente em milhares de propriedades rurais brasileiras.
Abertura Oficial
O movimento de gente se concentrou na Arena Paxixi, era hora da abertura oficial do Pantanal Tech MS 2026. Realizado entre os dias 3 e 5 de julho, de sexta a domingo, na Fazenda Experimental da UEMS, o evento reúne produtores rurais, pesquisadores, estudantes, empresas, instituições públicas e representantes do setor produtivo para discutir o futuro da produção sustentável no Pantanal. Durante três dias, a universidade transformou seu campus em um grande espaço de integração entre ciência, inovação, tecnologia e campo. Chegou o momento das homenagens às grandes personalidades que contribuíram para o desenvolvimento sustentável do Pantanal. [caption id="attachment_6515" align="alignright" width="431"]
Marcelo Renck Real, Diretor Comercial do Grupo Real, recebe moção em homenagem ao seu pai, o Prof. Dr. Claudio Martins Real.[/caption] Dentre os nomes, Luciano Leite de Barros. Filho do inesquecível Abílio Leite de Barros, faz parte de uma das famílias mais tradicionais da história pantaneira. Sua trajetória como pantaneiro raiz e criador de cavalo pantaneiro merece aplausos e respeito, tanto que escrevi para Luciano a canção "Camarinho Pantaneiro". Outra merecida homenagem foi para o do Professor Doutor Claudio Martins Real. Para muitos, um pesquisador visionário. Para nós, do Grupo Real, um nome que faz parte da nossa história e da própria Real H. Fundador da empresa e precursor da homeopatia populacional, dedicou sua vida à pesquisa e ajudou a construir uma tecnologia que hoje está presente em milhares de propriedades rurais brasileiras. Tecnologia Real H e CMR
Como disse anteriormente, o Pantanal Tech está profundamente ligado à sustentabilidade. Mas o que isso significa, na prática? A resposta aparece quando a pesquisa deixa os laboratórios e passa a produzir resultados dentro das fazendas. No caso da Real H e da CMR, essa relação entre ciência e campo ficou evidente durante as conversas que tivemos com pesquisadores da própria UEMS. Professores e pesquisadores compartilharam os resultados de estudos científicos conduzidos pela universidade utilizando tecnologias desenvolvidas pelas empresas. A Professora Dra. Fabiana de Andrade Melo Sterza. Docente e pesquisadora da UEMS, dedica sua carreira à biotecnologia da reprodução animal. Seu trabalho, desenvolvido no programa de pós-graduação em Zootecnia da universidade, reúne pesquisas sobre fisiologia reprodutiva, embriões, oócitos, nutrição e produção de bovinos. É uma daquelas profissionais que passam anos buscando respostas para perguntas que, mais tarde, ajudam a transformar a rotina dentro das fazendas. Durante a entrevista, a professora explicou que diferentes estudos conduzidos pela universidade utilizando tecnologias da Real H e da CMR vêm apresentando resultados expressivos em áreas como redução da mortalidade embrionária, controle da mastite e melhoria do desempenho e do ganho de peso dos animais. Ela destacou ainda os avanços obtidos no trabalho de conservação e pesquisa com o bovino pantaneiro desenvolvido pelo Nubopan, onde os índices de natalidade ultrapassam 80% nas condições naturais do Pantanal — um ambiente reconhecidamente desafiador para a reprodução — e superam 90% no rebanho mantido na estrutura experimental da UEMS. Mais do que apresentar resultados, a professora chamou a atenção para um aspecto que talvez seja o maior legado do Pantanal Tech: a integração entre universidade, empresas e produtores rurais. "A gente só vai conseguir avançar passos mais largos, com maior velocidade, se trabalhar junto. Se cada um ficar com a sua expertise no seu canto, nós vamos avançar, mas vamos demorar mais tempo. O clichê de que 'juntos somos mais fortes' é real. É isso que a gente vivencia diariamente." Outra cientista da UEMS que tem novidades sobre as tecnologias para auxiliar na produção pantaneira é a Prof.ª Dra. Elis Regina de Moraes Garcia, zootecnista e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Zootecnia. Especialista em avicultura, ela coordena estudos no Centro Demonstrativo de Produção Zootécnica da universidade, desenvolvendo pesquisas voltadas à produção de poedeiras, codornas e frangos de corte. À primeira vista, a pesquisa com aves parece fugir um pouco do universo que costumamos tratar nas redes da Real H e na CMR. Todavia, a professora explicou que a universidade vem avaliando tecnologias homeopáticas em aves muito antes de qualquer possibilidade de aplicação comercial. Um dos resultados que mais chamou a atenção foi a melhoria significativa na formação e na resistência óssea dos animais. Segundo ela, o momento da aplicação faz toda a diferença. "Quando essa tecnologia é utilizada desde o primeiro dia de vida, ela favorece a formação do tecido ósseo. O osso funciona como uma importante reserva mineral para a ave. Quanto melhor essa estrutura, melhores tendem a ser a qualidade da casca dos ovos e a longevidade das poedeiras." Outro aspecto destacado pela pesquisadora foi a praticidade proporcionada pela tecnologia no sistema de produção. Por não deixar resíduos na carne nem nos ovos, os aditivos eliminam a necessidade de períodos de carência antes do consumo ou do abate, Em mais uma edição do Pantanal Tech nos lembramos o quente é importante colocar a pesquisa antes de qualquer intenção comercial. E que a inovação não nasce na prateleira. Ela nasce dentro da universidade, entre experimentos, hipóteses, análises e muito trabalho silencioso. Quando finalmente chega às fazendas, ela já percorreu um longo caminho.
Dener Dias
Dener Dias é jornalista, apresentador de TV, roteirista, escritor, produtor, cantor, músico e compositor. Graduado em Comunicação Social/Jornalismo pela UFMS, gosta de escrever, principalmente sobre o Pantanal, pecuária e suas peculiaridades. É autor do livro-reportagem Poeira Branca, no qual narra sua aventura real como peão e repórter em...
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